Disfunção Eréctil

A disfunção eréctil masculina, às vezes denominada de impotência é definida como a incapacidade de se obter ou manter uma erecção peniana adequada para a penetração vaginal. Diversos são os homens que têm problemas de erecção temporários ou ocasionais, mas isso nem sempre significa que a disfunção eréctil se vá tornar um problema crónico.

A disfunção eréctil (DE), quando presente, afecta a qualidade de vida de um elevado número de homens e respectivas parceiras sexuais. A incidência desta disfunção sexual aumenta com a idade do homem. Estima-se que existam entre 15 a 57% de homens com algum grau de dificuldade para obter uma erecção peniana adequada.

A disfunção eréctil pode afectar diferentes homens em diferentes graus… geralmente, os terapeutas usam as seguintes categorias para descrever a disfunção eréctil:

Ausência de DE, quando a capacidade de se obter e manter a erecção não for afectada;
DE leve, quando a capacidade de se obter e manter a erecção se encontra levemente diminuída (relato de satisfação no desempenho sexual apenas ocasional);
DE moderada, quando a capacidade de se obter e manter a erecção está moderadamente diminuída (raro o relato de satisfação no desempenho sexual);
DE grave, quando a capacidade de se obter e manter a erecção se encontra gravemente diminuída (raro ou nulo o relato de satisfação no desempenho sexual).


TESTE A SUA FUNÇÃO ERÉCTIL

1) Nas últimas 4 semanas, com que frequência foi capaz de ter uma erecção durante a actividade sexual?

(a) Sem actividade sexual
(b) Quase nunca ou nunca
(c) Poucas vezes (muito menos que a metade das vezes)
(d) Algumas vezes (aproximadamente a metade das vezes)
(e) A maioria das vezes (muito mais que a metade das vezes)
(f ) Quase sempre ou sempre

1) Nas últimas 4 semanas, com que frequência foi capaz de ter uma erecção durante a actividade sexual?

(a) Sem estimulação sexual
(b) Quase nunca ou nunca
(c) Poucas vezes (muito menos que a metade das vezes)
(d) Algumas vezes (aproximadamente a metade das vezes)
(e) A maioria das vezes (muito mais que a metade das vezes)
(f ) Quase sempre ou sempre

3) Nas últimas 4 semanas, em quantas relações sexuais foi capaz de penetrar sua parceira?

(a) Não tentei ter relação sexual
(b) Quase nunca ou nunca
(c) Poucas vezes (muito menos que a metade das vezes)
(d) Algumas vezes (aproximadamente a metade das vezes)
(e) A maioria das vezes (muito mais que a metade das vezes)
(f) Quase sempre ou sempre

4) Nas últimas 4 semanas, durante a relação sexual, com que frequência foi capaz de manter sua erecção após ter penetrado sua parceira?

(a) Não tentei ter relação sexual
(b) Quase nunca ou nunca
(c) Poucas vezes (muito menos que a metade das vezes)
(d) Algumas vezes (aproximadamente a metade das vezes)
(e) A maioria das vezes (muito mais que a metade das vezes)
(f) Quase sempre ou sempre

5) Nas últimas 4 semanas, durante a relação sexual, o quanto foi difícil manter a sua erecção até o fim da relação?

(a) Não tentei ter relação sexual
(b) Extremamente difícil
(c) Muito difícil
(d) Difícil
(e) Um pouco difícil
(f) Não foi difícil

6) Nas últimas 4 semanas, como consideraria a sua confiança em conseguir ter e manter uma erecção?

(a) Muito baixa
(b) Baixa
(c) Moderada
(d) Alta
(e) Muito alta



PONTUAÇÃO

Alternativa (a) 0 Alternativa (b) 1
Alternativa (c) 2 Alternativa (d) 3
Alternativa (e) 4 Alternativa (f) 5

De 0 a 6 – disfunção grave
De 7 a 12 – disfunção moderada para leve
De 13 a 18 – disfunção leve para moderada
De 19 a 24 – disfunção leve
De 25 a 35 – não tem disfunção

 



Quais as Causas da Disfunção Eréctil?

Podemos classificar as causas da DE em dois grupos: as causas puramente psicológicas e que ocorrem em 10% dos casos, e as causas puramente orgânicas que ocorrem em 90% dos casos.

Causas Psicológicas

Existem diversas razões para uma causa puramente psicológica ou orgânica da disfunção eréctil. Ela pode começar abruptamente, geralmente após um grande trauma psicológico ou, pode-se instalar gradualmente como resultado da depressão, ansiedade e stress crónico. Além disso, em muitos distúrbios mentais, a libido e a potência sexual podem ficar afectadas. Por outro lado, existe uma situação bastante comum e que afecta pelo menos uma vez na vida todos os homens adultos, particularmente, todos aquele envolvidos em relações sexuais casuais, a qual é chamada de “ansiedade de performance sexual”, ou medo de falhar. Assim, a auto-estima do homem poderá ser afectada por uma impotência ocasional e isto poderá conduzir à ansiedade e inibição de reflexos sexuais.

Falhas ocasionais no desempenho sexual também são encontradas em muitas outras situações: uma simples falta de diálogo com o parceiro sexual, um atito conjugal, a presença de elementos perturbadores no ambiente (barulho, luz, etc.) ou fadiga e preocupações que poderão provocar uma diminuição temporária no desejo sexual… entretanto, os factores psicológicos também se encontram presentes quando a causa da impotência é puramente orgânica pois a incapacidade de alcançar a erecção nestas casos aumenta a ansiedade e o medo de não conseguir ter erecção.

Causas Físicas

Existem diversas causas físicas para a DE temporária ou crónica, as quais se podem estender desde as mais curáveis ou preventivas, até às causas mais severas que não poderão ser curadas sem medidas invasivas ou radicais, tais como a cirurgia. As seguintes causas são bem conhecidas e estudadas nos dias de hoje:

Problemas com o suprimento de sangue do pénis. A doença vascular periférica é a causa mais comum da DE… está correlacionada com muitas doenças sistémicas que afectam os vasos sanguíneos da zona genital, directa ou indirectamente. Doenças crónicas como diabetes, colesterol alto e outras, levam à destruição das paredes das veias, ou provocam endurecimento, estreitamento ou bloqueio das artérias que chegam ao pénis. A erecção é mantida por um aprisionamento fisiológico do fluxo de sangue acumulado no pénis, através dos vasos sanguíneos e, qualquer falha nesse mecanismo, resulta em erecções menos rígidas ou numa incapacidade em mantê-las por tempo suficiente para completar o coito;

Efeitos colaterais de drogas e medicamentos. Mais de 200 medicamentos de receita médica são conhecidos por afectar a função eréctil do homem. Algumas destas drogas promovem a impotência por actuar no sistema nervoso central enquanto outras, afectam a intensidade do suprimento sanguíneo do pénis, ou promovem o relaxamento dos vasos sanguíneos. Além disso, o abuso de substâncias, tais como o álcool, tabaco, cocaína e outras, é a maior causa de impotência nos dias de hoje. Mais de 80% dos alcoólatras sofrem de impotência sexual crónica. Estudos científicos têm mostrado que fumadores crónicos têm danos importantes no seu sistema de circulação sanguínea genital.

Distúrbios do sistema nervoso. Doenças nervosas ou danos nos nervos que controlam o processo de erecção estão entre as causas mais comuns de impotência (doença de Parkinson, derrame, esclerose múltipla, tumores do cérebro e da glândula hipófise, epilepsia, etc.). O grande aumento na incidência de hiperplasias e de cancro da próstata nas últimas décadas é um dos maiores culpados. A cirurgia da próstata danifica os nervos em mais de 80% dos casos. Parte destes pacientes recuperam a função sexual, completa ou parcialmente, após um ano ou mais, mas a maioria permanece impotente por toda a vida. Outra causa da impotência é o traumatismo na virilha e é mais comum do que imaginamos, particularmente em alguns desportistas. Recentemente, um grupo de investigadores desvendou que o facto de andar de bicicleta pode ser a maior causa da impotência, porque fortes golpes do períneo contra a barra frontal da bicicleta poderão ser muito danosos.

Distúrbios hormonais. Aproximadamente 5 a 10% da população masculina sofrem de algum tipo de distúrbio hormonal, sendo o mais comum a constante diminuição dos níveis de testosterona, a principal hormona sexual do homem. Este fenómeno levou alguns especialistas a pronunciarem que existe um tipo de “menopausa” para o homem, não tão drástica como para a mulher, a qual chamaram de andropausa. A diminuição de testosterona tem sido associada com a diminuição na libido e desempenho sexual, porque os circuitos cerebrais e os tecidos do pénis são dependentes destes níveis de hormonas.

Danos estruturais do pénis. Existem doenças menos comuns como, por exemplo, a fibrose do tecido do pénis, causadas por doenças orgânicas, ou a doença de Peyronie que leva a um encurvamento anormal do pénis, cistos e tumores.

Outras doenças complexas

Quais as opções de tratamento da Disfunção Eréctil?

Somente uma pequena percentagem de homens com DE se encontra actualmente em tratamento. Muitas das condições que causam a DE podem ser facilmente controladas, o que pode contribuir para prevenir a perda da função eréctil. É sempre uma boa ideia manter uma dieta saudável e um programa de exercícios físicos adequado. Na maioria dos casos, a disfunção eréctil não pode ser curada, mas, em geral, pode ser efectivamente tratada. À medida que tratamentos novos e mais adequados se tornam disponíveis, mais e mais homens falam com os seus profissionais de saúde a respeito das opções de tratamento existentes na actualidade, entre elas:

Inibidores PDE5. Estas pílulas tomadas apenas sob prescrição médica, ajudam os homens a chegar à erecção em resposta à estimulação sexual. Age na erecção através do bloqueio da actividade simpática em nível da musculatura lisa peniana, que é a responsável pela manutenção do estado flácido. Também age como facilitador da erecção e a sua acção depende da estimulação sexual. São convenientes na medida que basta tomar um comprimido momentos antes do início da actividade sexual funcionando apenas se o homem estiver sexualmente estimulado (pelo beijo ou pelo toque).

Outros medicamentos orais. A medicação “apomorfina” funciona na parte do cérebro que controla o impulso sexual. A apomorfina está disponível em forma de comprimido que se dissolve sob a língua.

Terapia com injecções. A utilização das drogas vasoativas nos corpos cavernosos para indução da erecção trouxe um grande avanço no tratamento do paciente com DE. É uma medicação, ainda que injectável, que agia objectiva e positivamente sobre a erecção. São conhecidas várias drogas que têm esta capacidade. As mais utilizadas são a papaverina, a associação papaverina-fentolamina, a prostaglandina E1 e a associação de papaverina, fentolamina e prostaglandina E1. Recentemente foi descrita a utilização da clorpromazina, como substituto da fentolamina, em associação com prostaglandina e/ou papaverina, o que diminui o custo da mistura de drogas. A utilização da auto-injeção está indicada em todo paciente que apresenta disfunção eréctil de causa orgânica e que consiga erecção com estas drogas. Contra-indicações relativas serão a pouca destreza manual, obesidade e má acuidade visual.

Comprimidos de inserção uretral. São comprimidos ou pastilhas prescritas sob receita médica que são inseridas no pénis para auxiliar na erecção. Consistem numa opção para os homens que não suportam a injecção. Os comprimidos provocam dores locais n um elevado número de homens.

Aparelhos de vácuo. Neste método, o homem envolve o pénis com um tubo de vácuo para provocar a erecção por sucção. Um anel colocado em volta da base do pénis ajuda a manter a erecção. Os aparelhos de vácuo, em geral, são seguros, mas não devem ser usados por mais de 30 minutos de cada vez porque o pénis pode tornar-se frio e dolorido.

Implantes cirúrgicos. As próteses penianas têm sido usadas nos últimos 50 anos para tratar a DE. Existem vários tipos de implante. As próteses mais simples são as maleáveis, de silicone e que contêm um fio de prata ou aço inoxidável no seu interior. O pénis fica constantemente aumentado de tamanho e rígido. Entretanto o metal confere "memória" à silicone, o que permite a flexão do pénis, o que disfarça a erecção. As próteses infláveis permitem que o pénis mude do estado flácido para erecto, através da passagem de líquido, geralmente solução salina, de um reservatório para os cilindros que ficam dentro dos corpos cavernosos. A posição do reservatório e da bomba varia de acordo com o modelo do implante. Quanto mais sofisticado o mecanismo do implante utilizado, o paciente fica sujeito a um maior número de complicações e recuperações. O objectivo da prótese é dar ao pénis rigidez suficiente para a penetração vaginal, não alterando a sensibilidade, o orgasmo ou a ejaculação. As próteses mais utilizadas são as maleáveis, de custo mais acessível. O implante peniano é geralmente realizado com anestesia local ou com bloqueio peridural e é um procedimento ambulatorial. Em cerca de 30 dias o paciente pode retomar sua vida sexual.

Exercícios penianos. É um conjunto de exercícios realizados diariamente com origens orientais (método 100% natural), que pela sua prática desenvolve os diversos músculos existentes no pénis (músculo PC, etc.) bem como melhora a circulação do sangue nos vasos sanguíneos em volta do pénis. Apresenta-se como a melhor solução para os homens que não pretendam deparar-se com contra-indicações físicas. Já vários homens experimentaram os exercícios do sexo forte e comprovaram a sua eficácia. Com a prática frequente de exercícios é possível combater vários problemas ao nível da saúde sexual masculina.

Psicoterapia. O homem e a respectiva parceira devem conversar com um psiquiatra ou psicólogo sobre os problemas, sexuais ou não, que possam estar a afectar a sua capacidade de obter e manter a erecção.


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